- Hei mô.
- Quê?
- Não é “quê”. Responde direito seu puto.
- Respondi esquerdo?
- Te fode.
- Me ajuda a fazer isso?
- Larga de ser pervertido menino, toma vergonha.
- Desculpa, é mais forte que eu.
- Imbecil. Não consegue pensar em nada que não seja bobagem?
- Consigo, quer ver?
- Aham.
- Eu te amo.
- Isso é bobagem.
- É mesmo.
- Não devia dizer essas coisas, eu acabo acreditando, tá?
- Mas é pra acreditar!
- Tá bom, eu acredito. Mas você ainda é pervertido e idiota.
- Te fode.
- Eu já te mandei fazer isso.
- Eu curti tanto que agora quero te levar.
- Você não tem jeito mesmo.
- Quer que eu te mostre o meu “jeito”?
- Para com isso, eu conheço bem o seu “jeito”.
- Então me diz, o que você mais gosta nele?
- Tudo.
- Tudo? E os meus defeitos?
- Eles te fazem ser quem você é. O idiota que eu amo.
- Não disse que amor é bobagem?
- É eu disse. É que eu sou uma boba profissional.
Você não me amava, apenas gostava da minha presença quando todos te deixavam. Você não me amava, apenas gostava de ver que alguém realmente se importava com o seu bem-estar. Apenas gostava do modo que eu te tratava; como ninguém nunca te tratou. Você não me amava, apenas me pedia para ficar, pra não perder aquela pessoa que não se importava em se entristecer pra te ver sorrir. Você não me amava, apenas se sentia importante quando via que, um dia sem você, era muito tempo pra mim. E eu? Eu te amo, desde o ínicio. Eu te amo, mesmo que doa. Eu te amo, mesmo sentindo tudo sozinho. Eu te amo, mesmo que hoje você diga que nunca quis me iludir.
E a gente sofre, porque gostaria que fosse de outro jeito.